Fonte: Oficina de Estilo
A gente estuda em história da moda a era vitoriana, a era espacial, o flower power, os ?anos oitenta? e outros movimentos de moda que marcaram época. Hoje não tem mais isso: os desfiles que a gente vê podem mostrar micro e mini tendências, um bilhão delas, mas não dá pra identificar grandes temas ou tendências unificadas em superblocos. Muito por causa das mudanças de clima no planeta (alô mil outras coleções desfiladas entre semanas de moda), muito também por conta do fast-fashion ? Zaras e H&Ms e Renners despertaram o mercado de moda pra urgência em vender, né? Vendas mais rápidas, vontades-relâmpago no lugar de tendências.

O que importa é que a gente tá no meio do tempo mais ?tem pra todo mundo? que já se viu. Não existe uma vontade unânime: é a melhor hora pra escolher como se quer ser, como se quer parecer, todo dia, a cada ocasião. Todo mundo pode tudo (conhecendo seus limites e vontades autênticas e tals) e tá fácil ter estilo. Escolher com coerência e algum carinho por si mesmo já rende meio caminho andado. Não existe pessoa sem personalidade, sem estórias pra contar. Existe quem não comunica sua personalidade através do que veste (isso existe mesmo!) ? mas não existe ninguém vazio, ninguém sem opinião, sem desejo, sem objetivo, sem grupo de amigos, sem atividades e coisas pra fazer no dia-a-dia.
Assim, dá pra ter uma vontade diferente todo dia e ainda ter cara ?da gente mesma?. Esse é o segredo: se aproveitar da multiplicidade de ?mini e micro tendências? que a moda oferece agora pra moldar nosso rótulo, nossa identidade visual. Com consistência, com coerência, com algum élãn, sem chatice, sem regrinha. Ninguém depende de direção de ninguém pra se vestir como realmente é ? e pra se enxergar direitinho em frente ao espelho, né?!??
Esperança, fluídos, criatividade, otimismo são palavras da próxima estação